No dia 30/06/1999, três anos antes da seleção brasileira levantar o penta, uma promessa do futebol mundial mostrava o cartão de visitas com a amarelinha. Na Copa América do Paraguai, o Brasil duelava contra a Venezuela em Ciudad del Este. Aos 25 minutos do segundo tempo, com a fatura já definida, Alex deu lugar ao camisa 21 Ronaldinho. O resto da história todo mundo lembra, né? Chapéu, golaço, soco no ar, pois é. Há 12 anos atrás, Ronaldinho era apenas mais um menino atrevido que apareceu na base do Grêmio e que vira e mexe surge por ai.
Ao entrar em campo naquela noite, Ronaldinho tinha ao seu lado Rivaldo, Ronaldo, Amoroso, Cafu, Roberto Carlos, Emerson, Dida e eu não vou falar os demais porque até o Odvan tava nessa seleção. Mas o fato é que a ele só restava se divertir, mostrar o que ele tinha de melhor. A responsabilidade estava com as feras, os mais experientes. E essa é a regra, mas que agora virou exceção no futebol brasileiro. Quando Ronaldo chegou, ele tinha Romário, Bebeto, Dunga e mais um monte de monstro. Quando Pelé foi chamado, ele ficou no banco, quem mandava era Didi e cia.
Atualmente a responsabilidade está com as promessas. Jogadores que recebem essa definição, porque ninguém sabe se realmente serão os novos Romários, Ronaldos ou Rivaldos do futebol brasileiro. Não é justo, o Neymar carregar nas costas a seleção nesta Copa América da Argentina. O Pato não merece sair vaiado de campo ao ser substituído. O Paulo Henrique Ganso não tem que pagar sozinho pela falta de criatividade no futebol brasileiro nos últimos anos. Esses três jogadores, para não citar outros, mal completaram vinte e poucos anos.
Aliás, a melhor definição para esse momento da seleção está nas palavras do sábio Tostão, que essa semana escreveu na Folha de S. Paulo: “Quando jovens com grande talento, como Neymar e Ganso, chegavam à seleção, havia craques consagrados para ajudá-los. Aos poucos, eles conseguiam seu lugar. Agora, os dois são tratados como se já fossem estrelas da seleção, antes de terem sido”.
Ao entrar em campo naquela noite, Ronaldinho tinha ao seu lado Rivaldo, Ronaldo, Amoroso, Cafu, Roberto Carlos, Emerson, Dida e eu não vou falar os demais porque até o Odvan tava nessa seleção. Mas o fato é que a ele só restava se divertir, mostrar o que ele tinha de melhor. A responsabilidade estava com as feras, os mais experientes. E essa é a regra, mas que agora virou exceção no futebol brasileiro. Quando Ronaldo chegou, ele tinha Romário, Bebeto, Dunga e mais um monte de monstro. Quando Pelé foi chamado, ele ficou no banco, quem mandava era Didi e cia.
Atualmente a responsabilidade está com as promessas. Jogadores que recebem essa definição, porque ninguém sabe se realmente serão os novos Romários, Ronaldos ou Rivaldos do futebol brasileiro. Não é justo, o Neymar carregar nas costas a seleção nesta Copa América da Argentina. O Pato não merece sair vaiado de campo ao ser substituído. O Paulo Henrique Ganso não tem que pagar sozinho pela falta de criatividade no futebol brasileiro nos últimos anos. Esses três jogadores, para não citar outros, mal completaram vinte e poucos anos.
Aliás, a melhor definição para esse momento da seleção está nas palavras do sábio Tostão, que essa semana escreveu na Folha de S. Paulo: “Quando jovens com grande talento, como Neymar e Ganso, chegavam à seleção, havia craques consagrados para ajudá-los. Aos poucos, eles conseguiam seu lugar. Agora, os dois são tratados como se já fossem estrelas da seleção, antes de terem sido”.
HENRIQUE TERRA
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