Homofobia é o assunto do momento e nessas horas não da pra ficar em cima do muro. Claro que vou tirar meu time do armário e colocá-lo em campo para também participar dessa mesa redonda, cada vez mais polêmica. Ah, eu respeito a sua opinião, mas não quer dizer que devo concordar. O importante é ter mente aberta, livre de qualquer preconceito. Vamos aprender a respeitar a diversidade humana. O cruzeirense não tem sempre que desejar o mau ao atleticano. E vice e versa, afinal clássico é clássico. E essa rivalidade aflorada, esse ódio reprimido, a violência contra o adversário que cada vez mais tem espantado os torcedores dos estádios. Gerando uma, não assumida, fobia ao futebol por parte de muitos brasileiros.
Mas a maioria insiste em não assumir. Gremista brigando com colorado na arquibancada soa como a coisa mais natural, mas não. Ta errado! O torcedor adversário não é melhor e nem pior. Todos somos iguais, com opções diferentes. Mas a fobia ao futebol não cresce somente no Brasil. Até mesmo na Argentina, considerado um país mais aberto, há vários desfavores a bandeira do respeito. Tenho certeza, que muitas pessoas que estavam no Monumental de Nunez no último domingo, não voltarão a um estádio tão cedo. Assim como muitos paranaenses que já viram de perto um “atletiba”, ao final de jogo a sensação é a pior de todas.
Futebol é alegria, distração, não pode gerar uma fobia às pessoas. Estádio é local para extravasar, chorar e rir. Os adeptos do futebol estão precisando voltar ao tempo do Zezé, quando apenas se cogitava se ele era ou não. Não havia afirmação, discriminação. Olha a cabeleira do Neymar, será que é?
Brincadeiras a parte, mas o assunto é muito mais sério do que se imagina. O futebol tem sido cenário para várias manifestações de preconceito. Intolerância contra a raça mundo a fora, em pleno século XXI. No país, o que o Richarlisson escuta a cada jogo não é brincadeira. A perseguição ao jogador extrapolou as quatro linhas. Isso é preconceito. Pare e pense, você amante do futebol. Cada vez mais crianças, adolescentes e adultos estão virando as costas para o futebol no Brasil. O futebol brasileiro precisa evoluir, já!
HENRIQUE TERRA
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