A semana santa começou com um milagre. A permanência do Democrata na elite do futebol mineiro só foi possível graças à interferência de um poder superior. Pode até parecer exagero, mas repare que todo mundo na cidade só se fala em: milagre, milagre!! A única vitória do time na competição teve um sabor especial, mas não apaga a má campanha e o sofrimento do torcedor ao longo do campeonato. A via crucis do Democrata pelas Minas Gerais em 2011 deve servir de exemplo para os próximos anos.
Desde o início da preparação do time, uma sucessão de erros. A começar pela parceria com o Botafogo, reprovada por boa parte da torcida. A propagando foi muito boa. Pré-temporada no Rio de Janeiro, amistosos de peso, mas os resultados já indicavam algo de errado. O parceiro encheu o time de jogadores sem compromisso nenhum com a tradição e história do Esporte Clube Democrata. O início foi tão desgovernado que sobrou até pro poste na Avenida Minas Gerais e o inexperiente comandante rodou na terceira rodada.
O torcedor valadarense merece e exige respeito. Ingressos a R$ 15, R$ 45 para ver o jogo do setor que causa arrepios ao torcedor. Erro de planejamento. Observe: a primeira rodada, jogo contra América de Teófilo Otoni. Público de 4.975 torcedores, para uma renda de R$ 38.977. Ingressos a R$ 15. Já no jogo contra o Galo, os ingressos foram inflacionados, a cadeira chegou a custar R$ 100. A chance de lotar o Mamudão e faturar foi desperdiçada. O jogo mais esperado foi acompanhado de perto por 2.332 torcedores, o que rendeu ao time uma renda de R$ 38.410. Ou seja, o caçula América vale mais do que o tradicional Atlético Mineiro. (fonte FMF)
Mas digamos que o Democrata foi e voltou, ressuscitou. Para os mitológicos, não apegados aos símbolos religiosos, ressurgiu das cinzas. A imagem do massagista Getúlio Anacleto de joelhos orando a beira do campo simboliza a vitória do time contra o intruso Funorte. À diretoria do clube desejo sorte e torço para que o Democrata tenha dias melhores no futuro. Pra conduzir futebol no interior tem que ter peito. Mas para fazer futebol em qualquer lugar do mundo tem que haver uma harmonia entre o clube, a torcida e a tradição.
Henrique Terra
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