sexta-feira, 8 de abril de 2011

Hay que endurecer pero sin perder la ternura

A frase é famosa né? Assim como o autor, que foi um profundo conhecedor da América Latina. Ainda jovem Ernesto Guevara já revelava sua vocação e preocupação com o continente. A história da vida de Che não é mistério para ninguém. Se ele foi herói, um guerrilheiro ou mito, por ora não me interessa. Cito Che Gevara por outro motivo: O argentino de sangue quente ensinou a lutar pelas terras americanas com bravura e ternura. E este exemplo deveria ser seguido pelos times brasileiros ao entrar em campo pela Copa Libertadores da América.

Mas o que se vê a cada partida dos times brasileiros na competição é totalmente o contrário. Um nervosismo inexplicável de cada jogador. E quando a partida é contra um time argentino ou uruguaio, “vixe”, nem se fala. Mas também nossos atletas cresceram ouvindo no rádio e vendo na TV que jogo de Libertadores é guerra; uma batalha. Nada disso, independente da competição, o futebol se decide é com inteligência e bola na rede. É com força, mas muito mais habilidade e ternura do que rancor pelo adversário.


Por conta de outros fatores, mas também pela falta de inteligência dos times brasileiros, poderemos ter apenas duas equipes na próxima fase da principal competição do continente. O Cruzeiro já está garantindo nas oitavas, mas longe de ser o exemplo. Recentemente, a intolerância dos jogadores celestes entregou o título continental de bandeja para os malandros conterrâneos de Tche.


Quarta feira, o guerreiro Neymar marcou mais um gol histórico. Mostrou que sua arte refinada, destinada a poucos mortais. Mas ele ainda é jovem e não sabe guerrear. Entrou em campo nervoso e logo perdeu a cabeça, numa “batalha” isso é imperdoável. Se o jovem infante brasileiro e seus companheiros encarassem a partida apenas como um simples confronto e não uma guerra, o Santos não passaria pelo sufoco que passou. Assim como Fluminense que praticamente estendeu o pano branco nas Laranjeiras.


HENRIQUE TERRA

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