sexta-feira, 25 de março de 2011

Atlético penso, logo desisto 01/11/08

Esta foi escrita no fim do ano do centenário, o Galo atravessava uma fase muito ruim.


A maior sensação que paira sobre a cabeça dos torcedores atleticanos há algum tempo, sem dúvida é a de dúvida. Interrogações palpitam o tempo todo no cotidiano do Galo mineiro. O torcedor se indaga, a cada partida, a sua existência dentro da sociedade. Ainda há espaço para o atleticano no universo das discussões sobre a bola? O que acontece com esse clube de tanta tradição e de torcida tão apaixonada? Estas respostas podem está tão distante que nem Descartes e seus amigos filósofos conseguiriam desvendá-las. Mas calma atleticano pagador de promessas e ingressos. Filosofia e futebol só se misturam no vocabulário de jogador tentando explicar pensamento de treinador.

Atleticano, logo insisto e, sobretudo acredito. Esse é o sentimento indubitável dos alvinegros. Chegar a duvidar do time e da capacidade dos jogadores é normal e faz parte. Além do mais, a cobrança vindo das arquibancadas atleticanas é um show. O que gera uma dúvida mortal aos imortais do setor da lagoa no Mineirão é entender o motivo de estarem fazendo isso há anos com este galo centenário. Time que nasceu para honrar o nome de Minas no cenário esportivo mundial.

Planejamento, logo existo. Isso não é apenas uma filosofia de botequim é a realidade do futebol. Planejar não é somente definir local de pré temporada, contratar jogadores e um treinador. Planejamento no futebol é conduzir de maneira harmônica o patrimônio, o futebol e a torcida do clube. Com o perfeito funcionamento desta tríade, sem dúvida, os resultados aparecem. Torcedor, que luta com toda raça pra vencer, duvide sempre dos dirigentes e dos jogadores, mas nunca da força do Atlético.

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